sábado, 14 de dezembro de 2013

UM FINAL PARA OS ADVERSÁRIOS E A CRIAÇÃO DA UNIDADE

UM FINAL PARA OS ADVERSÁRIOS E A CRIAÇÃO DA UNIDADE
Mensagem de Julie Redstone
13 de Dezembro de 2013


Outras reflexões sobre o legado de Nelson Mandela e a responsabilidade dos pacificadores e dos buscadores da paz do mundo.

Vivemos em um mundo onde é comum ver os outros como amigos ou inimigos, e em que é comum acreditar que aqueles que são inimigos se opõem a nós de maneiras que devemos nos proteger.

Esta perspectiva foi adquirida como resultado da história humana e das batalhas realizadas entre lados e pontos de vista opostos. Foi também adquirida pela perda simultânea da perspectiva em relação à essência comum humana de todos os seres humanos que é a sua herança Divina.

Esta essência humana comum se refere à presença da alma dentro de cada um. Esta alma, que mantém os princípios Divinos do amor, da verdade e da sabedoria, existe nos amigos e nos adversários.

Por mais que eles estejam ocultos, por mais rejeitados que possam ser os seus princípios, ela, no entanto, funciona como uma estrela guia para a qual todos os valores humanos tendem e, embora esta estrela guia possa ser descartada por alguns como impraticável ou inatingível neste momento, ela é a força condutora dentro das camadas mais profundas de cada coração e para a qual podemos nos dirigir se tivermos a vontade e a disposição de fazermos isto.

Nossos adversários têm a mesma essência humana/Divina que os nossos amigos.

Podemos optar por vê-los como diferentes de nós, ou vê-los como evoluindo e aprendendo a sua própria maneira, de acordo com os mesmos princípios que governam o nosso próprio crescimento.

A coragem que tivermos na manutenção desta crença, irá determinar se assumimos a posição histórica da auto-proteção e auto-defesa, ou se nos elevamos para um patamar de tentarmos determinar a busca comum pela paz, o amor e a harmonia que batem em cada coração humano e que é um resultado da presença da alma. Isto é verdade entre os indivíduos, e também entre as nações.

Liberar uma visão da oposição – de amigos de um lado e inimigos do outro – não é uma coisa fácil de fazer em um estado de separação do Divino. Aqui, parece não haver nenhuma garantia de que haja outra base sobre a qual se sustentar e de que um acordo maior possa ser criado.

É somente quando a Fonte Divina e a origem de tudo podem ser reconhecidos, que a verdade do princípio comum Divino que vive em tudo, pode ser apoiada, acreditada, procurada e colocada em prática.

O medo tem sido o princípio governante da humanidade na presença das diferenças, do medo e da auto-proteção, baseado em uma sensação de estar sozinho e uma crença de que somente a autodefesa poderia garantir a continuação da existência.

No entanto, o medo é somente uma companhia inevitável em um mundo em que cada pessoa está sozinha, um mundo em que parece que há aqueles que são fundamentalmente diferentes de nós mesmos, não simplesmente em sua expressão, mas em seu ser. Esta visão do mundo não pode ser a base para a harmonia entre as nações, ou até mesmo entre os indivíduos.

Para lidarmos com o medo, devemos começar a partir da premissa da divindade comum. Devemos começar por estarmos dispostos a manter a possibilidade de que aqueles que se opõem a nós, resistem a nós, rejeitam-nos, ou que nos desejam mudar, não são diferentes de nós. É somente então que podemos começar a procurar, perseguir e encontrarmos aquilo que compartilhamos em comum.

Temos medo de que tenhamos que desistir de muito ao buscarmos o compromisso. Temos medo de que as nossas próprias vidas ou escolhas, ou que os nossos filhos sejam expostos. E estes medos nos impedem de procurar a existência de atributos comuns.

No entanto, na plenitude Divina que mantém todas as coisas e todos os seres, há uma forma em que todas as perspectivas podem ser mantidas em um todo maior que as unifica, e em que todos os pontos de vista podem ser reconciliados a um nível superior.

Isto não é uma ilusão.
É o pensamento Divino que corresponde à inteligência superior do universo.

Quando formos capazes de buscar este nível superior do bem comum, do princípio comum, as nações, bem como os indivíduos, não mais irão acreditar no valor da auto-proteção contra os inimigos, como um modo de vida que corresponde à verdade. Não mais iremos aceitar o medo como uma força motivadora.

Neste momento, o caminho irá se abrir para novos atributos comuns a serem encontrados entre os adversários em todos os níveis, e os princípios do coração se tornarão os princípios através dos quais viverão homens e mulheres em todos os lugares.

Este é o tempo para o qual a Terra está se dirigindo, e aqueles que são os pacificadores e buscadores da paz neste momento, seja nos relacionamentos pessoais, ou em uma maior escala, são os que abrirão o caminho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário